terça-feira, 11 de julho de 2017

Resenha - O DESPERTAR

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Resenha – O Despertar (The Awakening, em inglês)

Lançamento: 17/2/12

Duração: 1h47’

Nacionalidade: Britânica

Direção: Nick Murphy

Roteiro: Nick Murphy e Stephen Volk

Elenco: Rebecca Hall (O Retrato de Dorian Gray – 2009), Dominic West (Centurião – 2010), Imelda Stauton

Obs.: disponível na Netflix.
            Em 1921, a cética Florence Cathcart dedica-se a desvendar e desmistificar fenômenos paranormais à luz da ciência e da lógica, quando recebe o convite para investigar aparições do suposto fantasma de um garoto assassinado e que estariam ligadas à morte de outro menino, num internato da Inglaterra. Nessa época a Europa está ainda traumatizada e curando as feridas da Primeira Guerra, as pessoas estão entristecidas e brutalizadas e tendem a ser cruéis, sobretudo com aqueles que dependem delas, como no caso dos alunos em relação aos seus professores (a maioria deles doentes, doentios e excessivamente enérgicos), diretores e demais funcionários. Há também o clima de tensão entre o professor Robert, veterano de guerra e o zelador que, simulando deficiências, não foi à guerra. Uma vez lá, a princípio ela é bem sucedida em encontrar explicações lógicas para alguns dos fenômenos e até desvenda a causa da morte do estudante – um ataque de asma, após uma crise de pavor -. Entretanto, novos acontecimentos a encaminham para a aceitação da existência do sobrenatural. E, uma vez que ela aceita e passa a investigar os acontecimentos paranormais e não tentar desmistifica-los o filme nos conduz a um desfecho surpreendente, conforme ela mesma traduz com a sua fala, num diálogo com o professor Robert: “Só vemos o que precisamos ver”. Muito ao estilo de outro grande filme: SEXTO SENTIDO (filme americano de 1999, escrito e dirigido por M. Night Shyamalan, que tem no elenco Bruce Willis e Haley Joel Osment).

            As locações do filme foram muito bem escolhidas, tanto o prédio em que escola funciona quanto a região em que está situado são de muita beleza, o enredo às vezes se perde e nos deixa um pouco perdidos também, não há uma explicação prévia para a mudança que levará àquele final surpreendente, a gente acaba por ter a sensação de que viu dois filmes em um e, neste caso, o primeiro ficou mal acabado e o segundo começou quase do nada, o que não o classifica como um filme ruim, ao contrário, é um filme muito bom com um roteiro um pouco confuso. Tem em seu elenco a excelente Imelda Stauton (Oscar de Melhor Atriz e Globo de Ouro – ambos em 2005) a Dolores Umbridge de Harry Potter e Ordem da Fênix (2007) e Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1 (2010)
Li algumas críticas ao filme, críticas estas feitas por especialistas que tem uma visão acadêmica que eu não tenho. Eu sei dizer apenas se e porque gostei ou não gostei e, deste, eu gostei e recomendo. E porque gostei? Porque não tem cenas de sangue e corpos mutilados, porque o terror é muito mais implícito e sugerido do que propriamente mostrado e nos apresenta um final (ou finais, porque até às últimas cenas cremos num desfecho e nos deparamos com outro) surpreendente.
                Uma excelente e harmoniosa semana a todos, com muitos finais surpreendentes e felizes.

domingo, 9 de julho de 2017

Resenha - Luas de Sangue – Ascensão

Confesso que não tenho muitas experiências em livros com temas sombrios, mas se a maioria for como Luas de Sangue do meu amigo Filipe Santos e já posso acrescentar mais um gênero aos meus favoritos.
O livro começa mostrando uma festa de despedida do atual prefeito da cidade por motivos pessoais e como miss representante da cidade de Dann Hill a jovem Sophie Winchester abre a cerimônia com um breve discurso, ela havia passado as férias aprendendo com sua avó feitiços e descobrindo quem vem de um longa linhagem de bruxas.
Sophie começa a se apaixonar pelo seu melhor amigo Chris e desconfia que ele sente o mesmo por ela, porém o aparecimento do seu irmão gêmeo até o momento desconhecido por todos coloca dúvidas no coração de Sophie, pois por algum motivo ela se sente atraída também por Aaron, o irmão gêmeo do seu amado Chris.
Uma vampira desconhecida aparece na cidade atacando pessoas inocentes então uma associação secreta que caça seres sobrenaturais entra em ação para matar esses seres e resgatar jovens que fugiram de um laboratório secreto onde são usados desde que nasceram como cobaias em experiências para criar possíveis armas de uso militar.
Vampiros, bruxas, lobisomens e outros seres místicos preenchem essa história cheia de mistério que me prendeu e com certeza te prenderá em Luas de Sangue – Ascensão.
Filipe assim como eu enche de personagens a sua história, isso é bom e ruim ao mesmo tempo, eu particularmente gosto, mas algumas pessoas não gostam, em alguns momentos fiquei perdido nos acontecimentos, mas como eu disse a história me prendeu, tanto é que é a segunda vez que eu leio e mal posso esperar para ler o próximo, isso mesmo terá continuação então eu recomendo este livro que tem sido um dos melhores que eu li até hoje.

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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Crítica - Psicose(1960)

Crítica - Psicose(1960)
Olá terroristicos leitores, bem vindo as críticas de séries e filmes!
E nada melhor do que começar uma sessão assim, com um clássico do suspense/Horror, hoje teremos  a crítica do filme Psicose(1960).
No filme, Marion Crane é uma secretária que após um golpe dado em seu chefe, foge da cidade com a bagatela de US$ 40.000,00( que nos 60 era uma fortuna) e acaba parando no Motel Bates na antiga rodovia, e é daí que a história começa a ficar mais interessante, pois o dono do Motel é Norman Bates um estranho e diferente homem que mora junto com a sua misteriosa mãe, muitas coisas farão com que Marion se arrependa das suas próprias decisões.
O filme de Alfred Hitchcock mostra uma história poderosa, trazendo um suspense de atiçar o telespectador a querer descobrir o que está acontecendo, durante a trama é possível ver a curiosidade dos personagens sobre a situação e a forma como cada um se mostra diante de um grande conflito. E falando dos personagens, o que eu posso dizer a respeito do Norman Bates(ator Anthony Perkins) ele simplesmente me dá medo, sua mudança de humor, que variam de uma risada de alegria para uma expressão que arrancaria seus olhos apenas com a mão( MEDO) sua expressão vai mostrando que é um homem que esconde muitos segredos.
Um dos pontos fortes do filmes é sem sombra de dúvida são os personagens, como já falei são bem singulares, cada um com sua própria personalidade acaba dando um toque mais especial na trama, e se você considerar que é um filme de 1960 onde os recursos já eram poucos e ainda Hitchcock não teve ajuda dos produtores da Paramount, e acabou usando apenas um curto orçamento de US$ 800 Mil, mas o filme fez tanto sucesso na época que teve um faturamento de US$ 60 Milhões( Toma produtores :P).
Um ponto que eu achei chave do filme é o diálogo final na qual aqueles que não entenderam o filme vão ter uma luz.
Então para fechar, eu gostaria de dizer que eu gostei bastante do filme, ele pode não ganhar em efeitos especiais, mas compensa em uma história rica em mistério e instigante, eu recomendo e digo, vocês não vão se arrepender.
Então pessoal, por hoje é só, gostou da crítica? Achou que faltou algo? Achou que ficou completo? Comentem quais filmes ou séries, vocês querem ver para  as próximas  críticas.
Lembrando que esse é o meu primeiro blog, espero que tenham gostado.
Até a próxima.




quarta-feira, 5 de julho de 2017

Horror Adentro (Oscar Nestarez)

Olá leitores do Dark Books, hoje apresento a vocês Oscar Nestarez em sua formidável obra "Horror Adentro". E bom, talvez essa seja uma resenha um pouco mais curta que as habituais disponíveis aqui no blog, mas igualmente isso não irá fazer eu deixar de transmitir todo o entusiasmo que tive ao ler o livro. Então irei focar em dois contos que realmente me deixaram de boca aberta e que com certeza são os meus contos preferidos.
Mas antes mesmo de começar queria salientar que o autor realmente domina muito bem sua escrita, ele nos colocou em meio a diversos ambientes e situações de formas tão distintas, mas sem nunca perder sua escrita visceral, daquelas de fazer nosso estomago simplesmente embrulhar, com certeza essa é a sua maior característica. Mas agora vamos aos contos.
Em "Morrer de Linda" conhecemos Tabytha, uma mulher que digamos ter em seu corpo sua forma de trabalho, mas essa não é tão bela assim quando comparada as outras jovens que trabalham no local, sua falta de beleza a faz ter menos vantagens e a aceitar certos tipos de situações. Em uma noite um cliente chega até ela, esse muito alto, tímido e peculiarmente claro, e parece se interessar na garota, ela não podendo perder as poucas oportunidades que tem, ouve o acordo proposto, se ela aceitar ele a deixara tão bela por fora quanto por dentro.
No conto que sem dúvidas é o melhor "Mamãe não está", percorremos os passos de dois irmãos que começam a perceber repentinas mudanças no comportamento de sua mãe, voz mais grave, alternância no humor, características que até agora eles desconheciam, mas que ela estava fazendo questão de deixar bem nítida. Agora a pessoa a quem eles deviam recorrer está lhe despertando pânico. 
Essa foi mais uma resenha de obra Nacional, com uma narrativa incrível, confesso que a variações na qualidade dos contos, mas todos são muito bem escritos e caprichados, e posso dizer que gostei de todos. Quanto a capa não sei se repararam, mas olha o quanto ela é sinistra, certamente é a capa mais bem trabalhada em toda minha modesta estante.
Obrigado por terem lido até aqui, espero que tenham gostado, se você já leu a obra deixe um comentário aqui em baixo dizendo o que achou, um abraço a todos e até a próxima.

terça-feira, 4 de julho de 2017

A CAVERNA - PERIGO SUBTERRÂNEO

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Foto: https://portalclique.com/filmes/a-caverna-perigo-subterraneo/

A Caverna - Perigo Subterrâneo (Cave, em inglês)

Lançamento: 2016 (ou 2017, conforme sites diferentes)

Duração: 1h17’

Nacionalidade: Norueguesa

Direção: Henrick Martin Dahlsbakken

Elenco: Benjamin Helstad, Heidi Toini, Ingar Helge Gimle, Mads Sjogard Pettersen

Obs.: disponível na Netflix.

Três militares; o casal Adrian/Charllotte e Victor (que é amigo do rapaz e ex-namorado da moça), se encontram para explorar uma caverna. Já no início da jornada percebe-se um clima de tensão entre os dois homens devido aos seus relacionamentos com a mulher, Victor se desespera ao ver o casal fazendo amor. Num determinado momento, Adrian chega a propor, ironicamente, que dividam-na e afirma que Victor a deseje e que se sentiria bem fazendo isto. Tudo está correndo bem, a empreitada é um sucesso até que na travessia de um lago, Victor se aproveita de que está a sós com Adrian e tenta afogá-lo, mas Charllotte salva o namorado. Alegando cansaço e de que mulher devesse deixa-los na caverna e buscasse socorro, Victor estrangula Adrian, mas é flagrado por Charllotte, daí em diante se desenrola uma perseguição de Victor à mulher que se aproveitando de um descuido dele, o mata, conseguindo sair da caverna e ser resgatada por um desconhecido. Não é especificado se quem lhe dá a carona é alguém com quem Victor falava ao telefone e que o esperava fora da caverna (seu pai), ou se se trata de um desconhecido, de fato.

O filme, apesar de uma fotografia exuberante, não decola em momento nenhum. É lento, morno e de enredo sem muito sentido. Para claustrofóbicos, como eu, é um pavor todas aquelas cenas num local fechado como a caverna. No decorrer da exploração, encontram as barracas e pertences de outros exploradores, com muito sangue, mas não se indica quem são e nem muito menos o que se passou com eles. Não fosse a tensão provocada pelos ciúmes dos homens que redunda nos dois assassinatos o filme poderia ser considerado um documentário mal sucedido. Talvez o melhor dele seja a citação de um grande filme: AMARGO PESADELO (filme americano de 1972, dirigido por John Boorman, que tem no elenco: Jon Voight, Burt Reynolds, Ned Beatty r Rony Cox). Em sinopses diferentes que li, há divergências sobre o tempo de sua duração o que me levou a pensar que cortes que possam ter sido feitos para a grade da Netflix, tenham comprometido a sua qualidade, fato que não pude comprovar por não ter assistido no cinema e nem em DVD – sendo isto apenas uma mera especulação minha -.

Não consegui encontrar críticas ao filme, mas com certeza não devem ser muito divergentes das minhas: um filme de enredo falho e confuso, sem sentido, que contem centenas de arestas a se apararem e muitos vácuos a serem preenchidos. Exceto pela fantástica beleza dos cenários externos, não é um filme que eu recomendaria. As cenas finais nos induzem a crer que haveria mais ações e de que Charllotte correria novos perigos, mas o filme termina abruptamente. Também a sinopse do filme na Netflix não foi bem feita, lendo-a e depois vendo o filme, parece-nos que se tratam de filmes diferentes.

Uma excelente semana a todos.

domingo, 2 de julho de 2017

Agencias Literárias ou Editoras?



Salve leitores, tudo bem?

Muitas vezes quando terminamos nossos livros começa uma das maiores batalhas de um escritor, encontrar uma editora para publicar seu livro.


Opções não faltam, mas o que extremamente escasso, mais até que algumas pedras preciosas são oportunidades, outro fator que ajuda a impedir são o preconceito dos próprios leitores, que preferem ler um livro de sucesso de escritor estrangeiro a sair da caixa e procurar algo diferente e nacional.

Mas não é disso que quero falar hoje, o que quero te dizer é que no caminho literário existem duas opções iniciais. As agencias literárias (ou agente literário) ou editoras.

A primeira pergunta que eu te faço é: Quanto você está disposto a investir no seu sonho? Eu falo isso em dois sentidos, financeiro e em esforço, mais esforço que financeiro.

Hoje em dia é praticamente impossível um escritor iniciante publicar um livro sem gastar nada, quando você celebridades lançando livros, pode acreditar que elas não desembolsaram nada para publicar seus livros seja sobre qualquer assunto, isso é porque elas já tem algo que todo escritor busca, um publico alvo, muitas pessoas compra o livro de uma determinada personalidade só para poder prestigiar a pessoa que escreveu o livro, não estou criticando, estou expondo a realidade, triste, mas é um fato.

As agencias literárias te ajudam a escolher uma editora adequada que invista em você, porém existem algumas que cobram alguns serviços opcionais, como leitura crítica ajuda de linguagem, diagramação, criação de capa entre outros, fazem quase tudo, menos publicar o seu livro, é opção que pode ser adequada para muitos.

Editoras já fazem tudo por seu livro e o divulga, publica e algumas proporcionam até noite de autógrafos e lançamento, mas a maioria cobram alguma taxa para o escritor iniciante isso depois de a obra ser aprovada pela mesma.

Mas como em tudo nessa vida precisamos tomar cuidado onde vamos publicar nosso livro, algo que pode te ajudar muito e que me ajudou é conversar com os outros autores dessa editora, e o mais importante seu livro pode ser modificado, mas nunca mude sua história por nada nesse mundo, sua história é sua identidade e é com ela que você vai conquistar o mundo.

Qualquer dúvida comente aqui e se tiver alguma experiência comente aqui também, e sempre contem comigo, hoje vou deixar o meu e-mail e se quiserem conversar eu estarei à disposição, pois o meu interesse e ajudar aqueles que estão passando pelo que eu passei, vou deixar o link de onde meu livro está à venda para vocês poderem fazer uma analise literária.

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Até mais.



terça-feira, 27 de junho de 2017

Resenha - O ÚLTIMO CAPÍTULO


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Foto: hdfilmesonlinegratis.net 

O Último Capítulo (I Am The Pretty Thing That Lives In The House – em inglês)

Lançamento: 28/10/2016
Duração: 1h29’
Escrito e Dirigido por: Osgood Perkins
Música: Elvis Perkins
Elenco: Ruth Wilson (Lily); Bob Balaban (Sr. Waxcap); Lucy Boyntown (Polly) e Paula Prentiss (Iris Blum).

            A enfermeira Lily é contratada para acompanhar uma escritora de livros de terror, já idosa, Iris Blum, em sua casa. Casa esta que foi construída em1912, como presente de casamento para a recém casada Polly Parsons, mas o casal desaparece antes mesmo de mobiliá-la. Lily, ao ser chamada pela escritora de Polly é sugerida a ler o romance A DAMA NAS PAREDES, onde ela começa a compreender a história trágica daquela casa. A esposa é morta pelo marido e sepultada na parede da casa e desde então vaga pelos seus cômodos. Ao final, ao ver-se frente a frente com o fantasma de Polly Parsons, a enfermeira morre e em consequência da falta dos cuidados necessários a escritora também morre.

            O filme é de terror psicológico e a fotografia, os zoons da câmera e um quase monólogo da personagem Lily é que provocam, de fato, o pavor. Há um constante cricrilar de grilos e cigarras, a TV que nunca funciona e só fica em estática (lembrando Poltergeist) são bastante sugestivos também. O estado de alerta em que ficamos vendo-o, a sensação de perigo e terror iminente, que, no entanto, raramente se realiza é o que prende mais a nossa atenção e que dá uma sensação angustiante. A tensão no diafragma. Já no início, uma fala de Lily nos deixa em a alerta: “As roupas brancas fazem com que os pacientes sintam que eu não posso ser tocada. Mesmo que a escuridão caia sobre eles por todos os lados, se fechando como uma garra.” E pouco depois, quando ela está na cozinha telefonando e o fio do telefone vai se esticando até que o aparelho lhe é arrancado violentamente da mão. As cenas vão se desenvolvendo com lentidão calculada, os constantes closes nas portas e escadas que ligam os dois pavimentos da casa nos compelem a esperar sempre por algo que não acontece e isto nos faz grudar-nos na tela. Para quem gosta de arquitetura e objetos antigos também é um deleite.

            Diferentemente de alguns críticos do filme (embora no cômputo geral ele tenha sido considero um filme 4 estrelas) em momento nenhum dos 89 minutos eu me senti entediado, aliás o vi em 3 dias (devido a uma festa tradicional aqui em minha cidade) e, sempre que desligava o notebook, eu o fazia com pesar em adiar o momento de vê-lo até o final. Recomendo muito, sobretudo para quem gosta de um bom filme de terror sem aparições horrendas e sem nenhum sangue. Não é um filme que lhe provoque gritos de pânico, mas arrepios e esses arrepios não cessam nem depois que você deixa de vê-lo. Por algum tempo, ainda na atmosfera de O ÚLTIMO CAPÍTULO, permanece em nós a sensação de que algo está para acontecer. Gostei muito!

            Assistam e me digam depois o que acharam do filme. Excelente semana para todos.

Francisco Ferreira



domingo, 25 de junho de 2017

Foco no Gênero


Salve leitores, tudo bem com vocês?
Algo que sempre percebi e que a maioria dos leitores percebe é que cada autor tem uma característica que define seus livros, eu chamo isso de identidade literária, e que todos eles escrevem seus livros com um enredo onde assim que o leitor lê a sinopse associe o autor ao livro ou ao filme.
Mas o interessante é que alguns autores mesmo com elementos adicionais se mantém fiéis ao seu gênero de origem.
Um exemplo claro disso são os livros da escritora Stephenie Meyer, a saga Crepúsculo, a Hospedeira entre outros, por mais que os livros contenham um cenário de ficção sombria com vampiros e alienígenas o foco das histórias são sempre os romances dos protagonistas, assim como Nicholas Sparks que sempre coloca uma morte em seus romances, seja de um protagonista, um vilão ou um pai como em a Última Música.
A questão é que essa é uma característica adicional, mas ao mesmo tempo conseguem ter foco no gênero principal, isso vale para ficção, suspense, terror, romance ou até comédia, isso gera uma expectativa do seu publico alvo.
Não existe regra para sua história, mas lembre-se sempre de qual foco você vai querer prevalecer na minha história, meu livro, por exemplo, tem muito romance, mas o meu foco é a ficção fantasia, assim como o romance que eu estou escrevendo terá como foco os dilemas do protagonista em relação ao seu amor.
Ter um foco em sua história o ajudará até a criar um desfecho mais adequado caso você não saiba como vai terminar um livro iniciado e uma dica pessoal, no mundo em que vivemos precisamos de finais felizes mesmo que sejam no livros.

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Renato Lira.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Terminei o meu livro e agora?

Salve leitores da Dark Books!

Uma pergunta que praticamente todo escritor iniciante se faz quando termina é “Terminei o meu livro e agora?” e estou aqui hoje para te dar umas dicas referente a essa pergunta que tanto me atormentou no inicio e sei que provavelmente atormenta muitos novos escritores.

Antes de tudo você deve voltar ao inicio, aquele momento que você começou a escrever os primeiros parágrafos do seu livro, isso vai ter trazer lembranças que te fortalecerá, pois acredite a parte mais fácil de escrever um livro é o escrever.
Tomado um novo fôlego você deve fazer uma pequena e rápida analise se perguntando se outros livros ou aquele vai ser filho único, pode até parecer bobagem, mas um escritor deve ter em mente que se ele decidir fazer da literatura uma carreira ele já deve terminar um livro iniciando outro, seja continuação ou não.

Feito esse dois processos que não leva mais de 10 minutos na maioria das vezes vem uma das fazes mais demorada do caminho pós-escrita e também um dos mais importantes em minha opinião, à hora da patente (direitos autorais), patentear o seu livro é a coisa mais fácil do mundo, custa vinte reais e você precisa mandar ele impresso para a biblioteca nacional (vou deixar o link no final que terá o passo a passo de como proceder com os direitos autorais), o processo demora cerca de seis meses após o envio do livro para se concretizar, você receberá em sua casa um certificado de direitos autorais que garantirá que o seu livro é mesmo de sua autoria.

Depois disso você escolherá se fará publicação independente, se procurará uma editora ou um agente literário.

Todos os passos são essenciais, as vezes pode demorar um pouco mais ou uma pouco menos, mas o mais importante é nunca desistir, levei dez anos para publicar o meu livro e hoje eu não me arrependo de nunca desistir, o primeiro a acreditar no seu potencial precisa ser você.

Link da Biblioteca Nacional:

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Renato Lira.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Resenha - Zodíaco

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Zodíaco (Zodiac, em inglês)

Lançamento: 1º de junho de 2007

Duração: 2h36’

Diretor: David Fincher

Atores Principais: Jake Gyllenhaal (Robert Graysmith); Mark Ruffalo (Inspetor David Toschi), fez também Bruce Banner; Anthony Edwards (Inspetor William Armstrong) atuou em Top Gun e Robert Downey Jr. (Paul Avery) estrelou Sherlock Holmes e Homem de Ferro.

Baseado em fatos reais, o filme trata da investigação da trajetória de um serial killer que cometeu crimes em San Francisco (Califórnia) do final dos anos 60 até meados da década de 70 e que envia 3 cartas a jornais diferentes, contendo um código que levaria a polícia ao seu autor. Ele exige que suas cartas sejam publicadas, sob a ameaça de continuar cometendo assassinatos. Depois de uma série se insucessos da polícia e do jornalista meio hippie, beberrão e debochado Paul Avery em identificar o assassino, o jovem e tímido cartunista Robert Graysmith, torna-se obcecado em encontrá-lo, ao ponto de perder emprego e família e colocar sua vida em risco para desvendá-lo. Mas o suspeito que foi identificado como sendo o Zodíaco, segundo informações ao final do filme, falece antes da conclusão das investigações e algumas provas e contraprovas ainda são refutadas, mantendo-se o caso em aberto até o momento.

Para quem viveu a década de 70, o filme traz boas recordações das músicas, carros, vestuário e costumes da época, já para aqueles que são mais jovens é uma boa oportunidade de conhecê-los e traçar um paralelo com a época atual. De ver o charme das redações de um jornal da época, com a correria para decidir a pauta de edição, os artigos sendo datilografados nas velhas máquinas de escrever, os cartunistas fazendo seus desenhos à mão e um editor-chefe nervoso e aos berros. No início o filme se arrasta, mas à medida que Graysmith deixa de lado os seus afazeres e torna-se obsessivo pelo assassino, o filme ganha uma maior movimentação e se torna interessante, sobretudo para quem gosta de suspense e séries investigativas como Criminal Minds, Arquivo Morto entre outras. Há momentos em que chegamos a sofrer da angústia e do stress do cartunista, que é bem retratada na frase se sua esposa Melanie, quando diz: “Faça o que tiver de ser feito, mas termine com isto”  e também se sentir constrangido com situações bizarras por que ele passa. E, embora o filme peque por frustrar-nos em nossas expectativas sobre o seu desfecho, para um escritor é um deleite ver o cartunista Graysmith, que em alguns momentos sofre assédio moral e é chamado de idiota pelos colegas, terminar como o autor de um best seller.

O filme, baseado no livro do escritor de não-ficção Robert Graysmith (nascido em Pensacola, Flórida, em 17 de setembro de 1942), não é empolgante como “Seven, os Sete Crimes Capitais” do diretor Fincher, mas consegue prender a nossa atenção e, apesar de tratar da trajetória criminosa de um serial killer famoso do século passado, traz poucas cenas de violência, o que o faz ser indicado para pessoas que possam ter uma maior sensibilidade. Considerei-o um filme entre, razoável e bom, porém não daqueles que eu veria novamente.

Uma boa semana a todos!

domingo, 18 de junho de 2017

Resenha - Artífices da Vontade

O que dizer deste livro?
Simplesmente incrível, é a segunda vez que leio ele e mais uma vez me encantei por essa história bem elaborada.
Artífices da Vontade foi escrito por Igor Feijó que mora no Rio de Janeiro, o livro conta a história do escritor Marco que foi contratado por uma mulher desconhecida para escrever um livro, estando em um hotel onde todos os custos eram pagos pela tal mulher que até o momento não tinha se apresentado pessoalmente ele tentava formular uma história para o próximo livro, em uma noite ele teve um apagão sem explicação e quando acordou havia escrito vários símbolos que ele desconhecia totalmente então após esse ocorrido ele resolveu andar pela cidade para clarear a mente, na volta viu que dois homens começaram a segui-lo na estação do metrô como um flash de memória ele desenhou um símbolo no vidro da janela do trem e o atravessou sendo assim estando de volta ao hotel.
Sem entender o que havia acontecido resolveu contar a experiência para seu amigo Rafael que até onde sabia poderia lhe dar uma explicação plausível para isso, com isso conheceu Janine que lhe explicou o que ele era um liberto e que suspeitava que a mulher lhe contratou para com a ajuda dele realizar um ritual para trazer um lord das trevas para o mundo físico, com isso Marco conheceu outros três artistas que eram libertos assim como ele e que tinham sido contratados também por pessoas desconhecidas para realizarem trabalhos específicos, Ivan era o escultor, Eliza a pintora e Michael era o mágico, juntos eles lutariam contra a Rede, uma organização que agia de forma secreta para controlar o mundo entre os comuns, pessoas que não tinha poderes de manipular a vontade e os libertos, pois tudo indicava que alguém estava infiltrada na Rede para trazer esse Lord para causar uma grande destruição para o plano físico.

Agora se eles vão conseguir ou não, vocês vão ter é que ler o livro que eu recomendo com toda certeza. 

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Até mais.

Renato Lira.


terça-feira, 13 de junho de 2017

Se me Permitem, Apresento-me!

Fonte: Imagem do Google

Olá, povo das Letras!
Atendendo ao gentil convite do Evandro para integrar a equipe do Dark Books, o que me deixa muito honrado e feliz, vou falar um pouco de mim, já que na próxima terça-feira estrearei, de fato, aqui no nosso blog.
Sou o Francisco Ferreira, 48 anos (pelo menos nos próximos 12 dias), sou natural e residente numa pequena cidade mineira, Conceição do Mato Dentro. Autodidata, blogueiro, poeta, contista, cronista, trovador, me meto a escrever haicais, décimas de cordel, poetrix, aldravia, entre outras coisas. Estou funcionário público estadual. Tenho mais de seiscentas classificações em concursos literários (Brasil, Itália, Portugal), faço parte de cerca de duzentas antologias gráficas, escrevo regularmente em alguns blogs e sites literários. Faço parte de academias e agremiações literárias em RS, PR, RJ, SP, BA. Tenho um livro em PDF, com duzentas trovas na plataforma BOOKESS, “Corolário de Trovas”, um livro de poemas no prelo, “Raízes de Pássaro” e um terceiro, que está inédito, concorrendo em alguns certames: “Relicário Vazio”.
A partir da próxima terça-feira, assinarei uma coluna com resenhas e impressões pessoais sobre filmes e séries de terror e suspense. Espero que o nosso convívio seja duradouro e que eu possa sempre contar com a leitura, comentários e críticas de vocês. Combinado?
Whatsapp: 31 98117 2612
Obs.: tenho twitter, Instagram mas uso muito pouco e estão sempre desatualizados.
Abraços,
Francisco

domingo, 11 de junho de 2017

Métodos de Escrita


Salve leitores, tudo bem com vocês?
Espero que sim.
Primeiramente gostaria de agradecer ao convite do Evandro para fazer parte da Dark Books e me apresentar.
            Meu nome é Renato, tenho 28 anos, natural de Santo André e atualmente moro na cidade de Promissão estado de São Paulo, tenho um livro publicado com o título “O Último Herdeiro e a Pedra Anuladora e tenho um canal no YouTube chamado Escritores Ecléticos cujo o objetivo é auxiliar novos escritores com dicas literárias.
            Quando estava pensando no que escrever aqui hoje eu tentei imaginar os tipos de pessoas que curtiriam ler o blog então me veio a mente o primeiro vídeo que gravei no meu canal e vi que muitas vezes os motivos são praticamente os mesmos, inspirações, orientações e algo que acrescente o conhecimento que vocês já possuem neste imenso mundo da literatura, então eu resolvi compartilhar com vocês alguns métodos de literatura que eu e meus amigos escritores utilizamos.
            A primeira coisa que você precisar saber é que métodos de escrita não é uma coisa que possa ser ensinada, cada escritor adquire seu próprio método de escrita ao decorrer de sua carreira.
            Em segundo lugar antes de você pensar em como escrever você precisa ter uma história ou pelo menos o inicio dela, quando eu começo uma história eu já sei como ela vai terminar, mas nem todo escritor trabalha dessa maneira então isso é algo que você vai precisar escolher, se sua história vai ser em um único volume (livro), se vai ter continuação e se tiver quantos outros livros vai ter.
            Outra questão muito importante é o tempo que você vai dedicar para sua história, tenha em mente que um livro não se escreve sozinho, então sempre reserve um tempo para escrever, seja meia hora por dia ou uma hora por semana, mas reserve na sua agenda um horário para desenvolver a sua história.
            Pesquise, mas pesquise muito, quando a história se tratar de assuntos ou lendas já existentes, um leitor que gosta de livros de terror espera sentir medo a cada nova página, e isso requer uma técnica específica.
            E por último e não menos importante use e abuse da imaginação, todo escritor é sonhador por natureza então passe o seu sonho para os outros e ajude eles a sonhar com você.

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